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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Calvície, como se trata?


O tratamento da calvície envolve o emprego de vários tipos de terapias, que serão indicadas com base em características específicas de cada paciente. Esses determinantes são os seguintes:
  • Idade, estado geral de saúde e história médica.
  • Estágio da calvície
  • Tolerância do paciente a determinados medicamentos, procedimentos, terapias.
  • Suas expectativas quanto à evolução da doença.
  • Opinião ou preferência, do médico e do paciente.
Primeiramente, deve-se pesquisar e tratar qualquer problema de saúde que possa estar causando a perda dos pêlos (estresse emocional, alterações hormonais, hipertensão arterial, etc). Recomenda-se ao paciente evitar o uso excessivo de produtos químicos nos cabelos, como tinturas, descolorantes, alisantes. O principal objetivo é melhorar a cobertura capilar da cabeça, bem como retardar o afinamento dos pêlos.
O início da calvície é gradual. Os homens iniciam com rareamento de pelos nas áreas temporais, produzindo um recuo da linha frontal. Na maioria dos casos, a evolução da calvície progride a partir de "núcleos" frontais e no ápice do couro cabeludo. Entre as mulheres, o rareamento tende a ser mais difuso (o recuo temporal costuma ser menos intenso que aquele observado nos homens).
O exame físico, feito pelo médico, via de regra define o diagnóstico, mas em mulheres com evidências de virilização deve-se solicitar uma análise dos níveis de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA) e testosterona. Alguns autores acreditam que a avaliação isolada dos níveis totais de testosterona não é suficiente para excluir a possibilidade de um tumor virilizante. Caso exista suspeita de doença da tireóide, recomenda-se dosar os níveis de hormônio tireoideano.
Alguns pacientes podem apresentar queda intensa de cabelos, decorrente do estresse pós-parto, uso e interrupção do uso de pílulas anticoncepcionais, doenças sistêmicas graves, traumas físicos e/ou emocionais, pós-operatório, deficiências nutricionais (ferro e proteínas) ou dietas excessivamente restritivas. A queda de cabelos se inicia 2 a 4 meses após o fator desencadeante e pode ser bastante intensa.
O diagnóstico da calvície pode ser auxiliado por alguns exames complementares (p.ex.: dosagem dos níveis séricos de ferro) e biópsia cutânea, mas esta última raramente é necessária. Alguns dermatologistas recomendam, caso a biópsia seja indicada, que o material seja colhido de dois locais diferentes.


As opções de tratamento medicamentoso são:
  • Minoxidil: usado como solução para aplicação local, é a primeira opção no tratamento de homens e mulheres. Deve ser aplicado 2 vezes por dia, e a avaliação da eficácia só deve ser feita após um ano de uso. A interrupção do tratamento leva à perda dos cabelos recuperados e, por isso, o uso deve ser contínuo. Porém, esse medicamento não funciona em áreas completamente calvas. Os efeitos colaterais incluem: taquicardia (coração batendo rápido), inchaço, desmaios, azia, dor no peito.
  • Finasterida: é um medicamento comumente usado para doenças da próstata. Ela reduz o nível de testosterona no couro cabeludo. Está indicada principalmente em homens com idade entre 18 e 45 anos. Durante o uso, devem ser feitos exames de sangue periódicos para avaliar possíveis alterações prostáticas, especialmente em homens com idade acima de 45 anos. Parece que a finasterida, quando usada em conjunto com o minoxidil, aumenta os efeitos dele. É contra-indicada em mulheres, especialmente aquelas em idade fértil, pelo risco de malformações fetais. Os efeitos indesejados são: diminuição temporária da libido (instinto sexual), disfunção erétil e diminuição do volume de ejaculação.
  • Espironolactona e Estrogênios: são medicamentos que podem retardar a queda dos cabelos nas mulheres, mas não promovem o seu crescimento. Ainda estão sendo estudados no tratamento da calvície.


  • Re-implante de Cabelo: as técnicas de execução melhoraram significativamente na última década. É indicado para pacientes nos quais o tratamento com medicamentos é insuficiente. Os resultados estéticos obtidos têm sido satisfatórios. Os candidatos devem apresentar um crescimento saudável de cabelos na nuca e nos lados da cabeça, regiões que servirão como doadoras. Existem quatro técnicas de re-implante: transplante de cabelo, expansão de couro cabeludo, cirurgia com retalho e redução de couro cabeludo.



Antes de iniciar qualquer tratamento, procure um médico e esclareça suas dúvidas, especialmente quanto á eficácia de tais "tratamentos". Muitos homens aceitam bem a calvície e continuam levando uma vida normal; entretanto, outros podem apresentar dificuldades em lidar com esse problema e, nesses casos, uma abordagem psicológica pode ser de grande ajuda em conjunto com o tratamento médico.
Vale lembrar que quanto antes for iniciado o tratamento, melhores serão os resultados obtidos. O médico pode ser procurado mesmo antes do início das alterações, sendo que quem tem casos na família pode consultar um dermatologista mesmo na juventude.


FONTE: Uol.com.br

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