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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Incidência do câncer de tireoide vem crescendo, diz especialista


Ninguém sabe ao certo por quê, mas a incidência do câncer de tireoide - como o que afeta a presidente da Argentina Cristina Kirchner - vem crescendo. A informação é do médico Luiz Paulo Kowalski, diretor do núcleo de cabeça e pescoço do Hospital A.C.Camargo, em São Paulo.
De modo inédito, esse tipo de câncer apareceu como o quinto mais frequente entre as mulheres nas estimativas para 2012 divulgadas este ano pelo Inca - Instituto Nacional de Câncer. Segundo pesquisas feitas nos EUA, que valeriam também para o Brasil,  entre 1973 e 2001 os casos de câncer de tireoide passaram de 3 para 7 em cada 100 mil habitantes.
Atualmente, no Brasil, a doença representa 5% de todos os cânceres no sexo feminino. "Por causa das variações hormonais, a mulher sofre muito mais alterações na tireoide", explica Kowalski. A glândula muda de tamanho ao longo do ciclo menstrual e também aumenta durante a gravidez, segundo o especialista.
Na cidade de São Paulo, o tumor na tireoide afeta cerca de 25 em cada 100 mil mulheres e 4 a cada 100 mil homens, segundo o Hospital A.C.Camargo. Ao todo, no país, estima-se que sejam registrados 15 mil novos casos por ano.
Um dos motivos para a incidência ter aumentado, afirma o médico, é a melhora no diagnóstico. Hoje os exames de imagem são capazes de detectar nódulos bem menores. Além disso, como as doenças na tireoide são mais frequentes nas mulheres, os ginecologistas passaram a solicitar dosagens hormonais como parte dos exames de rotina.
Aumento dos casos
Mas a questão do diagnóstico, sozinha, não explica o aumento no número de casos. "Tem gente que relaciona o 
excesso de iodo na alimentação ou o uso abusivo de exames radiológicos ao câncer de tireoide, mas isso ainda é bastante controverso", comenta Kowalski.
Vale lembrar que a inclusão do iodo no sal em países como o Brasil praticamente eliminou a incidência, aqui, de um dos dois tipos de câncer de tireoide, o carcinoma folicular (Kirchner é vítima do outro tipo - o carcinoma papilífero).
Sabe-se que a exposição à radiação é um dos fatores de risco para a doença, que está bem documentada em sobreviventes de acidentes nucleares, como o ocorrido em 1986 na Ucrânia, na usina de Chernobyl. Crianças submetidas a  tratamentos para câncer de cabeça e pescoço também têm maior risco de desenvolver um nódulo na tireoide quando adultas.
Os especialistas também já identificaram alguns hábitos que protegem contra esse tipo de câncer, como a ingestão regular e moderada de vegetais crucíferos, como brócolis e couve-flor.
A maioria das pessoas descobre que tem câncer de tireoide antes de ter qualquer sintoma. Em estágio mais avançado, o nódulo pode causar dor e problemas para engolir. Sintomas típicos do hipotireoidismo, como cansaço e queda de cabelo, não ocorrem nesse caso, já que o câncer não afeta o funcionamento da glândula.
Cirurgia e iodo radioativo
A cirurgia é o tratamento-padrão para o câncer de tireoide. Com frequência a glândula inteira é removida, e o paciente tem de fazer reposição hormonal para o resto da vida.
Outro método bastante usado é a terapia com iodo radioativo. A tireoide absorve praticamente todo iodo do organismo, por isso, ao se utilizar o iodo radioativo, é possível destruir as células remanescentes da glândula (normais e cancerosas) sem afetar o resto do corpo.
"O maior desconforto do tratamento é que, antes de receber o iodo radioativo, a pessoa tem que ficar sem o hormônio por alguns dias, o que provoca cansaço e inchaço", descreve o médico. Depois que ingere a cápsula, o paciente permanece no hospital em isolamento por um ou dois dias, para evitar que outras pessoas sejam expostas à radiação.

FONTE: Blog BoaSaúde

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