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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Preços muito baixos de próteses de silicone podem ser armadilha

Ao decidir usar uma prótese de silicone, as mulheres precisam procurar um cirurgião plástico de confiança e desconfiar de preços muito baixos. Isso porque, em geral, a escolha da prótese não é feita pela mulher e sim pelo médico, que tem informações técnicas e científicas para decidir qual é o melhor implante para a paciente. O preço de uma cirurgia desse porte varia de R$ 10 mil a R$ 15 mil - incluindo a aquisição das próteses e o pagamento do cirurgião, anestesista e hospital.  
   
Estima-se que sejam feitas cerca de 120 mil cirurgias de implante mamário por ano no Brasil, a maioria delas com fins estéticos. "Em geral, a indicação de uma marca de prótese é feita por meio de estudos científicos que o fabricante apresenta para demonstrar segurança e qualidade. Hoje temos três marcas, uma delas brasileira, que têm estudos importantes", diz a cirurgiã Wanda Elizabeth Corrêa, presidente da Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Dados da sociedade que foram tabulados pela reportagem apontam que o Brasil tem ao menos 15 empresas que vendem próteses de silicone - duas são fabricantes nacionais e até exportam o produto, as demais são importadoras. Juntas, sete delas comercializam ao menos 300 mil próteses por ano (entre o mercado nacional e internacional) e os preços dos pares de silicone variam de R$ 1.250 a R$ 3.300. 

"Algumas (marcas) são bem caras, outras bem baratas, e é aí que mora o perigo", alerta o cirurgião Fausto Viterbo, responsável pelo setor de cirurgia plástica da Universidade Estadual Paulista. "Se a mulher escolher o médico que cobra um preço muito baixo, é óbvio que ele vai oferecer a prótese mais barata", avalia.

Segundo o mastologista José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, no caso de implante para reconstrução da mama em decorrência de câncer, pelo SUS, a mulher também não escolherá a marca. Ela vai receber a prótese que o hospital adquirir por meio de licitação - vence a empresa que apresentar o menor preço - o SUS paga R$ 744 por unidade. As informações são do Jornal da Tarde.



FONTE: UOL Saúde

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