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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ostomia: Autopreconceito ainda é grande


Adolescentes e idosos são os mais afetados. Pacientes levam meses para se acostumarem com a nova condição física e acabam tendo psicológico afetado

 

De acordo com dados divulgados pela ABRASO – Associação Brasileira de Ostomizados, estima-se que existam no Brasil hoje, cerca de 50 mil pessoas ostomizadas, e essa experiência traz aos pacientes uma nova realidade, com sentimentos, reações e comportamentos diferentes. “A reinserção social é um dos maiores desafios para os profissionais da saúde. A reabilitação deve ser bem direcionada para lidar com os temores, fantasias, frustrações, preconceito da sociedade e o autopreconceito dos pacientes. Em alguns casos, só a ajuda psicológica resolve o problema e faz com que o ostomizado consiga sair de casa e retomar as atividades diárias”, explica o enfermeiro e profissional da Express Medical, Henrique Outeda.

Muitos pacientes encontram problemas para enfrentar as mudanças que a cirurgia traz, como por exemplo, as fisiológicas. “De um momento para o outro, o ostomizado precisa aceitar e se acostumar com possíveis odores e o uso obrigatório de um dispositivo para eliminação de fezes ou urina. Isso acaba afetando o psicológico e trazendo preocupações como a alteração da imagem corporal, fazendo com que ele não sinta vontade de sair de casa”, completa o especialista.

As faixas etárias que mais sofrem com essas mudanças são adolescentes e idosos; os adolescentes estão na fase onde já existem questionamentos e problemas com a autoestima, e aliar este momento à cirurgia e à nova rotina, só faz com que o jovem se sinta mais deslocado na sociedade. Já os idosos necessitam de alguém que tome os cuidados necessários com a limpeza das bolsas, e acabam encarando a cirurgia com um transtorno emocional; tem que conviver com uma situação nova em uma idade avançada.
 
“Para as crianças a aceitação e a questão da autoestima estão relacionadas com o bom relacionamento dos pais e familiares ou dos cuidadores. É importante para que a criança cresça entendendo as diferenças que ela possui, sem que isso afete cada fase de sua vida social”, finaliza Outeda.

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